25/11/08

Legend of Legaia



O Playstation teve títulos de RPG de grande destaque, como Chrono Cross e a série Final Fantasy, cujo título Final Fantasy VII é considerado um dos melhores do gênero de todos os tempos, é o mais vendido para a plataforma e o mais celebrado entre os fãs da franquia.

Outro título, entretanto, merece destaque entre as obras-primas da especializada em role-playing Squaresoft. Legend of Legaia está longe de ser um clássico ovacionado por todos, mas traz inovações que, no mínimo, despertam a curiosidade de quem gosta de RPGs nos videogames.

Em um primeiro momento, quem está acostumado com os grandes RPGs não vai se empolgar com a história fraca de Legend of Legaia: a terra de Legaia está coberta de uma misteriosa neblina (a chamada Mist), da qual surgem monstros que assolam e até possuem as pessoas e cabe ao seu grupo de heróis - Vahn, um aldeão filho de caçador; Noa, uma garota criada por lobos; e Gala, um monge aprendiz de artes marciais - descobrir de onde vem esta ameaça e acabar com ela. Mas os heróis não estão sozinhos. Cada um conta com a ajuda de um Ra-Seru, espécies de espíritos elementais que dão poderes especiais aos personagens. Nada muito empolgante, mas como manda a cartilha dos RPGs, a história é longa, cheia de reviravoltas e surpresas.

Os gráficos do jogo são razoáveis. A animação dos combates é bem feita, a movimentação dos personagens desperta interesse, principalmente quando algum combo é executado. As texturas são relativamente boas, mas é possível perceber o excesso de polígonos dada a limitação da plataforma, tornando o visual do jogo "quadrado" demais. Mas algo que poderia ser mais bem trabalhado é a movimentação dos personagens fora dos combates. Os caminhos percorridos são exatamente retos, ou seja, para cima, baixo, lados e diagonais. Ao mudar a direção subitamente, o grupo simplesmente toma a outra direção sem "liberdade", como se o caminho fosse determinado.

Mas então quais são os reais atrativos de Legend of Legaia? A resposta é o sistema de combate. A essência é a mesma de um RPG: o jogador ataca uma vez, espera a vez do adversário e faz outro movimento, e assim sucessivamente até o fim da batalha. Os menus também são básicos: Fight, Magic, Item e Run, além do Spirit, que veremos mais à frente. A questão está nos dois primeiros: nos ataques e nas magias.

Assim que a opção Fight é selecionada, o jogador tem a opção de montar o próprio combo selecionado as direções: ataque alto, baixo, com a esquerda ou com a direita. No início, são possíveis apenas três comandos, mas com a evolução do personagem e com a opção do Spirit, a barra de comandos aumenta e os ataques ficam mais poderosos. Além disso, alguns combos especiais - chamados de Arts - funcionam como ataques especiais, dando um tempero especial às batalhas. Muitas destas Arts serão descobertas pelo próprio jogador, mas outras só serão adquiridas durante o jogo.

Quanto às magias, os personagens não as compram nem adquirem conforme os níveis sobem. Para obter um poder é preciso derrotar um inimigo que possua determinada magia (Seru) e torcer para que ela seja absorvida pelo Ra-Seru do personagem que a derrotou. E conseguir todas elas não é tarefa fácil, já que são 21 ao todo: três de água, terra, fogo, trovão e vento; quatro de luz; e duas de sombra, além dos Ra-Seru, magias secretas de cada um dos elementos. Assim, adquirir todas as magias de Legend of Legaia é um dos desafios do jogo. Além disso, cada uma tem um desenvolvimento individual e sobem de nível conforme são usadas.

No mais, Legend of Legaia reúne outros elementos indispensáveis para bons RPGs: uma variedade imensa de equipamentos e itens, sidequests e chefes dificílimos. Pode não ser um dos melhores títulos do Playstation, mas certamente agrada aos fãs do gênero com seu sistema inovador.
PLUS: Confira aqui um vídeo com algumas Arts.


FICHA TÉCNICA

Plataforma: Playstation
Produtora: Contrail
Ano: 1999
Gênero: RPG
Nota do Editor: 7,0

17/10/08

Final Fight 3


Final Fight é uma das mais famosas e bem sucedidas séries para o Super NES. Não é para menos, já que é algo que a Capcom sabe fazer de melhor: Beat'em ups.

A última versão de Final Fight para o console de 16 bits da Nintendo reúne todos os ingredientes que consagraram a série e ainda traz inovações. A história continua a mesma: Metro City está sob controle de uma gangue - dessa vez não mais a Mad Gear, mas a Skull Cross - e é seu dever andar pela cidade batendo nos gangsters até chegar ao seu líder. Como sempre, o prefeito Mike Haggar é um dos personagens selecionáveis, ao lado de Guy - o ninja que retorna à série após sua ausência em Final Fight 2, a detetive Lucia e o ex-gangster Dean.

O desenrolar do jogo segue o mesmo modelo dos anteriores: enfrentar uma infinidade de inimigos até chegar ao fim da fase para o confronto com o chefe. Mas uma novidade é o caminho não-linear. As fases não são determinadas, ou seja, dependendo de algumas coisas que são feitas durante o jogo - uma porta quebrada, por exemplo - pode levar o jogador a outro caminho, que consequentemente o levará a outra fase. Assim, Final Fight 3 ganhou em vida útil, pois não se torna tedioso rapidamente, uma vez que há vários caminhos diferentes para poder acabar o jogo.

A maior inovação, entretanto, ficou por conta da variedade de movimentos. Além dos combos e arremessos tradicionais, foram adicionados dash para frente e para trás, novos arremessos - executados quando o inimigo é agarrado pelas costas, dash combos, golpes especiais e um super combo - executável apenas quando a barra está cheia, ao melhor estilo The King of Fighters. Cada personagem tem um tipo de golpe e o comando para executá-los varia de um para outro. Os controles são simples e em pouco tempo o jogador já executa os combos mais complexos.

Entre dois jogadores, a ação continua a mesma e o jogo fica infinitamente mais fácil, mesmo que ambos sejam iniciantes. E para quem joga sozinho, há a opção "2P Auto Play", onde o segundo jogador é controlado pela máquina. Mas não estranhe se o segundo jogador não for de grande ajuda, pois a inteligência artificial é péssima e muitas vezes até atrapalha.

No geral, Final Fight 3 é um ótimo jogo. Quem acompanha a série vai aclamar as inovações e delirar elementos preservados, como os bônus, os ítens encontrados pelo caminho e o clássico Andore. Socos, chutes, os pilões de Haggar e muito mais nesse que é um dos melhores beat'em ups de todos os tempos.



FICHA TÉCNICA

Plataformas: Super NES
Produtora: Capcom
Ano: 1995
Gênero: Ação / Beat'em Up
Nota do Editor: 8,0